Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Secretas: alguém está a mentir

Tinha acabado de ouvir o nosso primeiro garantir que o Relvas nunca teve negócios com o nosso Bond e pronto, fiquei mais descansado.

Afinal, se não confiarmos nos nossos líderes, vamos confiar em quem?

No nosso cão?

(Bom, na verdade, dizem que é o nosso melhor amigo...)

Salto da TV para a net e o que leio na Visão?

Relvas omitiu negócios com Silva Carvalho

http://visao.sapo.pt/relvas-omitiu-negocios-com-silva-carvalho=f667501?commentsort=R#ord

Gaita!

Alguém está a mentir!

Quem?

1. Relvas

2. Coelho

3. Visão

Decidam lá isso e depois digam qualquer coisa.

publicado por Mário Pereira às 23:19
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Springsteen, o classe operária milionário...

«... continua a assumir a defesa da classe trabalhadora, herói dos gajos normais, voz da consciência americana. Nos EUA, apoiou a ocupação de Wall Street, em Espanha saudou os indignados do movimento 15-M. Como vai ser em Portugal?» 

http://visao.sapo.pt/bruce-springsteen-um-patrao-indignado=f667261

Em Portugal não há movimentos de indignação ou de revolta para ele se lhes associar.

O povo é sereno... Deixa-se roubar sem abrir pio...

Dêem-lhe música, bola e umas peregrinaçõezitas a Fátima e ele aguenta tudo...

Já o dizia o gajo de Santa Comba que agora tem nome de zurrapa... 

Quanto aqui ao Bruce-Classe-Operarária-Milionário-Springsteen, que muito aprecio (como é que se pode não gostar de um gajo tão simples, tão terra-a-terra, tão preocupado com o seu semelhante - na sua música e na sua vida), não deixa apesar de tudo de manifestar de vez em quando aquelas bizarrias típicas das estrelas.

Para vir ao Rock in Rio exigiu: 1 bar para 200 pessoas e outro para 25; 1 camarim para si e outro para a mulher; flores brancas; 240 toalhas (!) - os James, mais badalhocos, só pediram 40 toalhas lavadas, mas usadas... 

É assim, quem pode manda... 

Viva o Boss!


publicado por Mário Pereira às 22:51
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Mamas aqui (ou lá fora): de borla não!

O Governo vai cortar tratamentos e serviços na Saúde
O secretário de Estado da Saúde (da doença...) dá um exemplo extremo. Se a cirurgia estética não for excluída do SNS, Portugal pode ter de pagar a quem vá fazê-la noutro Estado-membro. Noutro extremo estão as terapias que prolongam por pouco tempo a vida de alguns doentes de cancro.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=31&did=64607

A cirurgia estética tanto pode ser uma reconstrução facial devido a queimaduras como meter silicone nas mamas de uma gaja qualquer.
Parece-me que se deve distinguir.
No primeiro caso - e noutros de igual gravidade e seriedade -, o Estado tem obrigação de financiar.
No segundo, já se devia ter acabado com esta vergonha há muito tempo.
Afinal, eu pago os implantes mamários das mulheres dos outros e nem sequer tenho o direito de confirmar se eles estão bem feitos?
É uma vergonha!...
Brincadeiras à parte, meter na mesma frase a cirurgia estética e as terapias que prolongam a vida de doentes de cancro, ainda que eventualmente por pouco tempo, é uma grande animalidade, ou sou eu que estou armado em sensível?...
Porque é que esta gente não morre?
Poupem nas PPP, não na Saúde, chiça!


publicado por Mário Pereira às 22:45
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Incompetente para o FMI, competente para Coelho

MARC ROCHE

"FMI livrou-se de António Borges porque não estava à altura do trabalho"

“O FMI disse-me que se livraram dele [António Borges] porque não estava à altura do trabalho e agora chego a Lisboa e descubro que está à frente do processo de privatização. Há perguntas que têm de ser feitas”, defende o correspondente financeiro do “Le Monde” em Londres, em entrevista à Renascença.

“Vejo gente da Goldman Sachs a aparecer por todo o lado em posições de poder, faz parte da marca do banco.” 

Marc Roche é o autor de um livro, já premiado, que conta a história da Goldman Sachs e de como este banco dirige o mundo. 

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=64612

Já me tinha parecido que o problema deste pobre País é as suas elites serem constituídas por gente desonesta e incompetente, mas é sempre bom ouvir uma opinião de fora a confirmá-lo.

Num país decente, notícias como esta - e como a do relatório do Tribunal de Contas que revela que o anterior Governo fez acordos secretos com concessionárias das antigas SCUT, que agravaram os contratos em mais de 700 milhões de euros, em benefício de bancos e concessionárias - davam demissões e prisões.

Aqui, fica tudo na mesma, como a lesma.

Até quando?...

 

publicado por Mário Pereira às 21:31
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

O casmurro e a minhoca

Relativamente à revelação feita por Scolari das razões que o levaram a nunca convocar o Baía - e contrariamente a muitos que se fartaram de lhe dar bordoada -, considero-me esclarecido.

Mais ou menos esclarecido, porque nestas coisas da bola fica sempre alguma coisa escondida ou nas entrelinhas, que só quem frequenta aqueles ambientes conseguirá descodificar na sua plenitude.

Mas, independentemente de um ou outro pormenor que alguns ainda poderão, eventualmente, contar um dia, a razão da não convocação do Baía pelo Scolari é simples e resume-se a uma simples palavra: casmurrice. 

Claro que associado a isso há outra razão: o Scolari acreditou na competência dos guarda-redes Ricardo e Quim e fez aquilo que qualquer bom treinador faz: protegeu os seus jogadores, dando-lhes confiança, de forma a fortalecer aquilo a que na tropa se chama "espírito de corpo".

Ou seja, blindou o seu grupo contra ataques externos ou simples tentativas de desestabilização, tão frequentes no mundo da bola.

O Paulo Bento faz o mesmo, ao contrário da abécula do Queirós que, nos momentos difíceis, sempre preferiu sacudir a água do capote e arranjar um bode expiatório, fosse ele dirigente, jornalista ou jogador.

Disse o brasileiro que inicialmente não convocou o guarda-redes portista porque lhe foi dito pelo Mourinho e pelo Pinto da Costa, num Belenenses-Porto, que ele estava castigado por motivos disciplinares.

Aqui parece que a memória do Scolari o atraiçoou, porque nesse desafio o Baía jogou.

Na verdade, o Baía esteve castigado durante alguns jogos, entre Setembro e Novembro de 2002 (o jogo com o Belenenses aconteceu em Janeiro de 2003).

Esse castigo aconteceu porque o Mourinho lhe perguntou se estava ou não a cem por cento para jogar e, como a resposta foi dúbia, o treinador não lhe deu a titularidade.

O Baía reagiu com declarações públicas muito desafiadoras e, obviamente, foi punido com o afastamento da equipa e provavelmente com alguma multa pesada.

Às tantas lá se retratou e acabou por ser reintegrado, mas houve uma fase em que a sua saída parecia certa.

Foi devido a esses problemas disciplinares que o Scolari afirma agora ter decidido não o convocar inicialmente. 

Mais tarde, na Federação, confirmaram-lhe que o Baía criava - ou tinha criado - problemas no balneário.

Até agora não vi ninguém desmentir isto (nem confirmar, valha a verdade).

Não sei se estes problemas tiveram alguma relação com a vergonha que foi a participação da selecção no Mundial de 2002 - dentro e fora das quatro linhas - e com facto de o Baía ter jogado os três jogos, contra todas as expectativas, porque quem tinha feito os jogos de apuramento foram o Quim (inicialmente) e o Ricardo (depois). O Baía não participou em qualquer jogo, por ter estado grande parte do tempo lesionado.

Na sequência dessa participação vergonhosa no Mundial de 2002, houve conflitos entre o seleccionador Oliveira e a Federação e parece que o Baía foi testemunha do primeiro.

Mas isto já são as tais intrigazinhas em que o português é fértil.

O certo é que o Scolari nunca mais o convocou. 

Entretanto a pressão sobre ele foi-se acentuando.

A dos jornalistas foi pública, todos os dias lhe perguntavam a mesma coisa.

A do Porto também é conhecida, pois com a reintegração do Baía já não tinham razão para o castigarem mais.

E de certeza que recebeu pressões nos bastidores, como é típico deste paisinho de intrigas, promiscuidades e ameaças veladas.

É verdade que o Scolari é casmurro e também é verdade que durante muito tempo se escudou numa "opção técnica" para não o convocar.

Mas, que diabo, se ele não queria revelar estas razões em público, para não criar guerras, que outra justificação poderia dar? 

E por que raio é que ele iria inventar uma conversa com o Mourinho e o Pinto da Costa?

Quanto ao Madaíl, dou-lhe pouco crédito, porque é um homem de fraca personalidade.

publicado por Mário Pereira às 16:23
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Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Desabafo em tom ordinário

Título do Expresso online:
Christine Lagarde manda pagar impostos mas não paga 
A diretora do FMI - que numa entrevista publicada sábado disse estar mais preocupada com a África subsaariana do que com a Grécia e insinuou que o problema dos gregos era não pagarem impostos -, recebe ao todo 438.940 mil euros por ano sem ter de pagar qualquer taxa ao Estado.
http://expresso.sapo.pt/christine-lagarde-manda-pagar-impostos-mas-nao-paga=f729383
Podia dizer: "Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz."
Mas em vez disso apetece-me dizer: "Cambada de filhos da p...".
Em Portugal, na França, nos Estados Unidos ou no Burkina Faso, políticos e cães de caça é tudo da mesma raça.
Ou melhor: políticos e rafeiros são todos uns pan...
Pronto... não resolve nada mas alivia.

publicado por Mário Pereira às 22:50
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Merkel e a Farinha Amparo

A recente decisão governamental de introduzir as provas finais, para alunos do 4.º ano, trouxe mais uma vez à baila a questão do facilitismo que se vive actualmente nas escolas, por oposição ao rigor de antigamente.
Desde que me lembro que oiço - especialmente aos mais velhos, mas não só - defender que o antigo diploma da 4.ª classe era praticamente equivalente a uma licenciatura dos nossos tempos, tantos e tamanhos os conhecimentos que proporcionava aos seus detentores.
Descontando o óbvio exagero desta afirmação, a verdade é que, num País com uma elevadíssima taxa de analfabetismo - como era o nosso nos malfadados tempos da "outra senhora" -, quem completava a instrução primária destacava-se muito mais daqueles que a não possuíam do que um licenciado dos nossos dias.
Em terra de cegos...
Actualmente, por serem tantos, os nossos doutores e engenheiros até são aconselhados pelo primeiro-ministro - ele próprio detentor do "obrigatório" canudo, ainda que obtido tardiamente e numa universidade privada, mas supõe-se que durante a semana... - a emigrarem.
E que mal tem?
Chama-se a isto um incentivo à exportação, que é uma coisa fundamental para podermos equilibrar as nossas contas.
E que recursos terá Portugal mais valiosos do que os recursos humanos?
Ora aí está.
A 4.ª classe era muito valiosa porque os alunos tinham que saber debitar em alta velocidade os nomes das cidades, dos rios, das serras e das linhas férreas de Portugal, que nessa época se estendia do "Minho a Timor".
Porque os reis e os respectivos cognomes e dinastias tinham que ser debitados na ponta da língua.
Porque, como não havia calculadoras - muito menos telemóveis ou computadores -, também se tinha que dominar a tabuada, recitada a cantar vezes sem fim até se saber de cor e salteada.
Já agora, também se tinha que aprender a escrever sem dar erros.
Havia professores que aplicavam dez reguadas em cada mão por cada palavra mal escrita que detectassem num ditado.
Olha se fosse agora...
Além disso, mas não menos importante, havia nas salas de aulas um retrato do Américo Tomás, outro do Carmona e outro, claro, do nosso grande líder, aquele que recentemente deu o nome a uns vinhos e a uns chouriços lá na terra dele.
Ah, e aos sábados juntava-se o maralhal todo no pátio da escola a cantar o hino nacional, na sua versão completa.
http://comunidade.sol.pt/blogs/olindagil/archive/2008/04/06/O-FIM-DA-MONARQUIA-E-A-IMPLANTA_C700C300_O-DA-REP_DA00_BLICA.aspx 
Nas televisões e na internet têm aparecido alguns modelos de exames da 4.ª classe desses tempos. Aqui vai um, para quem tiver curiosidade:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151462154407588.479472.246899992587&type=1p:// 
A todas estas coisas damos hoje tanta importância como nada...
Mas vem tudo isto a propósito dos alemães e mais precisamente da líder deles - e nossa... -, a xô dona Angela-é-Deus-no-Céu-e-ela-na-terra-Merkel.
Então não querem lá ver que a omnipotente e omnipresente chanceler(ina) não sabe onde fica a capital da Europa Alemanha?
http://visao.sapo.pt/angela-merkel-engana-se-e-coloca-berlim-na-russia-video=f667182 
http://www.publico.pt/Mundo/merkel-desloca-berlim-para-a-russia-1547974 
De visita a uma escola em Berlim, foi desafiada, numa aula de Geografia, a localizar a cidade no mapa, mas apontou para território russo.
Das duas uma: ou a escola antiga da Alemanha Oriental, onde a senhora vivia antes da reunificação, não era tão rigorosa como a nossa - embora o regime fosse parecido... os extremos tocam-se -, ou lhe saiu o diploma na Farinha Amparo lá do sítio.
A gente sabe que a Alemanha sempre teve tentações expansionistas, mas ultimamente até tem estendido os seus tentáculos mais cá para estas bandas...
Enfim, seja como for, é esta a escola que temos.
E os líderes...


publicado por Mário Pereira às 17:26
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Morre tanta gente que faz falta...

Algumas das "incongruências" de Relvas:

- Não recebi…

- Não tenho ideia de ter recebido…

- Recebi mas não respondi…

- Quando recebia apagava porque não tenho tempo…

- Lembro-me que a primeira notícia (da resenha diária de imprensa que recebia de Silva Carvalho) era sobre uma viagem de George Bush ao México (segundo a Reuters, o ex-presidente dos EUA esteve pela última vez naquele país em 2007…)

- Conheci Silva Carvalho em 2010…

Como se diz na minha terra, quando mais falas mais te enterras...

Mas também o que seria de esperar de uma "picareta falante"?

Entretanto, com ou sem pressão, o Público acabou por não publicar a notícia, que está aqui:

http://img.rtp.pt/icm/noticias/docs/b6/b629ae129383603ed38603e6d4e402d0_12a5bafdde08d2f03e7c2ee68f05dd4f.pdf

Pronto, o gajo é mesmo aldrabão, mas isso é alguma novidade?

Não é normal que os políticos o sejam?

Vamos lá mas é encerrar esta novela, com ou sem Relvas - tanto faz, se ele for substituído é por outro aldrabão... - e falar de coisas sérias.

Por exemplo, o caso BPN, anda ou não?

E o BPP?

E as PPP, investigam-se ou não?

E os cortes nas ditas, sempre avançam?

O Álvaro diz que sim, mas como os políticos são uns...

publicado por Mário Pereira às 09:44
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Barack Obama: uma (des)ilusão...

Nos Estados Unidos, como neste baldio à beira-mar (pouco) plantado, só mudam as moscas...
Vem aí mais uma campanha "à americana", com muito espalhafato mas pouco sumo.
Desta vez, o mundo já percebeu que o Obama não passa de uma peça na engrenagem e que, com ele ou sem ele, nada de essencial vai mudar.
A esperança num mundo melhor, que tantos sentiram há quatro anos com ele, foi-se desvanecendo, até não restar hoje mais do que uma vaga recordação.
Naquela altura, ganhou um preto.
Melhor, um não branco.
Na verdade, um mulato, fifty-fifty.
Foi bom, mas, tal como aconteceu quando a minha aldeia passou a vila, a principal vantagem foi não haver desvantagens.
E se em 2008 o Obama corporizava "a mudança", agora, pelo contrário, simboliza "a situação".
Assim sendo, lá como cá, é preciso haver mudanças, para que o essencial continue na mesma.
Por isso, a única hipótese que ele tem de ganhar será a economia americana crescer alguma coisa que se veja nos próximos meses.
Caso contrário, bye-bye...
Dantes dizia-se que a religião era o ópio do povo.
A múmia do Salazar, para se aguentar tanto tempo no poder (uma eternidade... bendita cadeira), lançou ao povo português doses maciças de, não uma, nem duas, mas três variedades diferentes de ópio: Fado, Futebol e Fátima, os malfadados três efes.
Hoje em dia, pelo menos nos chamados países desenvolvidos, a religião perdeu força.
Em seu lugar, uma nova droga surgiu.
Chama-se democracia.
Com ela nos comem os poderosos as papas na cabeça.
Em nenhuma democracia do Mundo há candidatos a cargos políticos com possibilidades de ganhar sem grandes apoios financeiros por trás.
Assim sendo, dá vontade de rir quando se ouve o Obama dizer com todo o desplante que vai taxar os ricos.
Durante todo o seu mandato não fez nada nesse sentido e era agora, que precisa dos seus milhões para a campanha, que o ia fazer? Ah! Ah! Ah!
Por lá, como por cá, manda quem tem dinheiro, o resto é conversa.
A democracia, governo do povo?
Deixa-me rir...
Tradicionalmente, os americanos saem das crises com guerras.
Ora, o Irão está há que tempos a pedi-las...
Mas serão as velhas receitas ainda eficazes?
Ou, pelo contrário, terá a humanidade chegado a uma encruzilhada?
É que, para lá da tremenda injustiça que é o facto de uns terem tanto e outros tão pouco - o que por si só nada tem de novo, porque sempre assim foi -, o nosso velho planeta está absolutamente sobrelotado, com os seus 7 mil milhões de habitantes.
Há apenas duzentos anos, por exemplo, éramos apenas mil milhões.
Como os recursos da Terra são finitos e ainda não conseguimos conquistar novos mundos, é uma questão de tempo até isto rebentar.
Resta saber quando.
Há quem diga que já começou...


publicado por Mário Pereira às 00:41
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Há que pagar as dívidas! Mas...

... Convém dar ao devedor condições para o fazer. 
Não se deve esquecer que muitos dos países vítimas da brutalidade nazi (Grécia entre eles) tiveram que se reerguer sozinhos, sem quaisquer indemnizações, enquanto a Alemanha Ocidental teve no pós-guerra grandes apoios dos EUA (Plano Marshall) e muita da sua dívida foi perdoada ou adiada, dizendo-se na altura que até à reunificação das duas Alemanhas. 
Claro que quando essa reunificação ocorreu já ninguém falou da dívida, porque se considerou que entretanto tinha passado muito tempo, por um lado, e por outro que o esforço financeiro necessário para ajudar a Alemanha Oriental seria incompatível com o pagamento de indemnizações de guerra. 
Portanto, a Alemanha reergueu-se não apenas devido aos seus próprios méritos (que foram muitos, sem dúvida), mas também ao facto de, contrariamente ao pós-primeira guerra mundial, não ter sido forçada a pagar pesadas indemnizações. 
A ânsia de dinheiro por parte dos credores/vencedores no final da I Guerra Mundial provocou a II Guerra. 
O perdão da dívida e a ajuda dos mesmos credores/vencedores no final da II Guerra Mundial levou ao impressionante desenvolvimento da Alemanha de hoje. 
Só não aprende com a História quem não quer...


publicado por Mário Pereira às 17:46
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