Terça-feira, 3 de Abril de 2012

Marc(t)elo e (in)Seguro: panem et circenses

PS indignado com Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa criticou a última Comissão Nacional do PS e disse que António José Seguro fez o seu jogo, violando os estatutos do partido, para impedir outras candidaturas à liderança. O PS reagiu em comunicado.

http://expresso.sapo.pt/ps-indignado-com-marcelo-rebelo-de-sousa=f716354#ixzz1qyBtpPyt

 

É típico, enquanto o Marcelo gasta o seu tempo a falar do PS não precisa de falar do governo.

Porque se falasse apenas da governação, só poderia fazer duas coisas: dizer bem ou dizer mal.

Se estivesse sempre a dizer bem, perderia a (pouca) credibilidade que tem.

Se dissesse mal, seria acusado pelos seus correligionários de desestabilizar.

Acresce que no primeiro ano de governação é tradição os media e os comentadores serem não só tolerantes mas defensores entusiastas dos governos.

Mais tarde, sim, virá o tempo em que toda a gente vai começar a desancar no Passos Coelho com a mesma convicção com que agora o defende.

Nessa altura, o palhaço de serviço será substituído por outro igual mas com cara nova e diferentes roupagens.

Portanto, dizer bem do governo, sim (é uma obrigação e, sendo ele militante do PSD, é também um gosto), mas, até porque faz parte do jogo, dizer mal da oposição, também.

Aliás, a oposição em Portugal é sempre fraca e impopular, ninguém ganha eleições devido à sua acção na oposição.

O que acontece é que os governantes deixam de interessar a quem de facto manda no País, porque as coisas começam bem mas acabam sempre mal e é necessário arranjar um bode expiatório, ao mesmo tempo que se tem que criar novas ilusões no povo.

É nessa altura que os media «recebem instruções» para começar a desancar nos governantes, desencadeando-se o processo que inevitavelmente culminará com o tal povo, ignorante e servil, todo inchado, convencido de que de facto manda alguma coisa, a votar no candidato do «outro» partido.

Faz parte do show.

Por isso, o Marcelo tem mesmo que atacar o PS, o que aliás faz como ninguém, porque é especialista em "fait divers" e conspiraçõezinhas...

Para quem gosta (PSD e CDS), trata-se de meia horita de entretenimento, não propriamente de análise política (e muito menos) imparcial.

Porque a análise política, como todos sabemos, faz-se nos canais de notícias, no cabo.

Os generalistas fazem entretenimento.

Panem (pouco) et circenses (carradas de bués!).

Como entretenimento que é, pois claro, é muito bem pago, que este País gosta muito do Herman, do Gouxa, do professor Martelo, da Catarina, do Rodrigues «Orelhas» dos Santos, do Granger, etc...

publicado por Mário Pereira às 12:07
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