Quarta-feira, 14 de Março de 2012

94% dos brasileiros querem mudar de emprego, diz pesquisa

Pesquisa realizada com 570 profissionais mostra que 94% deles desejam mudar de emprego ainda este ano. O estudo mostrou também qual a motivação desses profissionais: 57% têm intenção de mudar porque não enxergam possibilidade de crescimento na empresa em que trabalham atualmente, e 37% querem sair do atual cargo porque acreditam que o mercado está aquecido e reserva boas oportunidades, com remuneração mais atrativa. Dos 6% restantes, 5% dizem estar satisfeitos com a empresa na qual trabalham e 1% afirma não apreciar mudanças de emprego.

 

(Fonte: O Globo - 15/02/2012)

 

Por cá, 94% dos portugueses querem manter o emprego...

 

publicado por Mário Pereira às 10:08
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 12 de Março de 2012

O suposto artigo de Nicolau Santos: "Demita-se, senhor primeiro-ministro!"

Começou recentemente a circular pela net um artigo supostamente escrito por Nicolau Santos com o título acima, entre aspas.
Quando um amigo mo enviou por mail, confesso que achei estranho, por não me parecer linguagem do Nicolau Santos, e pesquisei um bocado, tendo encontrado no Expresso online o artigo que publico abaixo deste, esse sim, escrito pelo conhecido jornalista, não recentemente, com data de Outubro.
Publico aqui os dois e cada um que tire as suas conclusões.
As minhas são simples: os dois artigos têm razão no essencial, porque ambos criticam Passos Coelho por seguir acefalamente o que manda Merkel, aparentemente sem se aperceber que esse caminho está a destruir o País. Criticam também o primeiro-ministro por não estar a fazer o que prometeu na campanha eleitoral, o que, apesar de infelizmente se ter tornado hábito (e depois os políticos lamentam-se de que o povo não lhes reconhece credibilidade...), não deixa de ser uma atitude vergonhosa. Na verdade, isto significa que as campanhas eleitorais, com os respectivos balúrdios pagos pelo erário público, não são necessárias, porque não esclarecem ninguém. O "jogo democrático", já todos sabemos, implica a chamada alternância, ou seja: a cada uma ou duas legislaturas troca-se o PS pelo PSD e vice-versa. Assim sendo, basta que haja as eleições, mesmo (e de preferência) sem campanhas eleitorais, porque há que mudar as moscas, para que a m... possa continuar a ser a mesma.

Aqui vai então o suposto artigo de Nicolau Santos:

"Demita-se, senhor Primeiro-Ministro
Nicolau Santos, na sua habitual coluna do semanário Expresso, desnudava a alma, com estes termos: Sr. primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor primeiro-ministro. Só me apetece rugir!...
O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!
Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento. O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Indústria.
Farisaicamente, Bruxelas pagava então aos pescadores para não pescarem, e aos agricultores para não cultivarem. O resultado foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transacionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O deficit é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias. E você é o herdeiro e o filho dileto de todos estes que você agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?
Mas o senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o caráter excessivo dessas medidas.
Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excecional o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num deficit ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Vossa Sabedoria buscar receitas para corrigir o deficit? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego?
O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto. Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes(!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro. Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas. Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse, na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou.
Estaria horas, a desfiar exemplos e você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo as gravosas medidas que anunciou para Salvar Portugal!
Diz Boaventura de Sousa Santos que o senhor Primeiro-Ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles compreensão e consideração.
Genuína ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projeto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje é, apenas, o Gauleiter de Berlim.
Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.

Tenho em mim todos os sonhos do Mundo.
(Fernando Pessoa)


publicado por Mário Pereira às 12:11
link do post | comentar | favorito

O verdadeiro artigo de Nicolau Santos: "Uma raiva a nascer-me nos dentes"

Nicolau Santos (www.expresso)
12:01 Segunda feira, 17 de outubro de 2011
Sr. primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes, como diria o Sérgio Godinho. V.Exa. dirá que está a fazer o que é preciso. Eu direi que V.Exa. faz o que disse que não faria, faz mais do que deveria e faz sempre contra os mesmos. V.Exa. disse que era um disparate a ideia de cativar o subsídio de Natal. Quando o fez por metade disse que iria vigorar apenas em 2011. Agora cativa a 100% os subsídios de férias e de Natal, como o fará até 2013. Lançou o imposto de solidariedade. Nada disto está no acordo com a troika. A lista de malfeitorias contra os trabalhadores por conta de outrem é extensa, mas V.Exa. diz que as medidas são suas, mas o défice não. É verdade que o défice não é seu, embora já leve quatro meses de manifesta dificuldade em o controlar. Mas as medidas são suas e do seu ministro das Finanças, um holograma do sr. Otmar Issing, que o incita a lançar uma terrível punição sobre este povo ignaro e gastador, obrigando-o a sorver até à última gota a cicuta que o há de conduzir à redenção.
Não há alternativa? Há sempre alternativa mesmo com uma pistola encostada à cabeça. E o que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse, de forma incondicional, ao lado do povo que o elegeu e não dos credores que nos querem extrair até à última gota de sangue. O que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse a lutar ferozmente nas instâncias internacionais para minimizar os sacrifícios que teremos inevitavelmente de suportar. O que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele explicasse aos Césares que no conforto dos seus gabinetes decretam o sacrifício de povos centenários que Portugal cumprirá integralmente os seus compromissos - mas que precisa de mais tempo, melhores condições e mais algum dinheiro.
Mas V.Exa. e o seu ministro das Finanças comportam-se como diligentes diretores-gerais da troika; não têm a menor noção de como estão a destruir a delicada teia de relações que sustenta a nossa coesão social; não se preocupam com a emigração de milhares de quadros e estudantes altamente qualificados; e acreditam cegamente que a receita que tão mal está a provar na Grécia terá excelentes resultados por aqui. Não terá. Milhares de pessoas serão lançadas no desemprego e no desespero, o consumo recuará aos anos 70, o rendimento cairá 40%, o investimento vai evaporar-se e dentro de dois anos dir-nos-ão que não atingimos os resultados porque não aplicámos a receita na íntegra.
Senhor primeiro-ministro, talvez ainda possa arrepiar caminho. Até lá, sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/nicolau-santos-uma-raiva-a-nascer-me-nos-dentes=f681069#ixzz1otrxjDpd

 

publicado por Mário Pereira às 12:10
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 8 de Março de 2012

As religiões irmãs, sementes de violência

As três religiões abraâmicas, monoteístas, são, por ordem de aparecimento, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo.

O Judaísmo é a mais antiga das três e também, de longe, a que tem menos seguidores. Existe no Mundo um único país em que é maioritária, embora haja muitos judeus disseminados pela Europa e pela América, especialmente os Estados Unidos e o Canadá. Esse estado, Israel, deve ser (o Vaticano não conta, por não ser bem um país, apesar de ser um estado independente) o único país em todo o planeta que foi criado por motivos religiosos.

Esta religião tem uma característica absolutamente bizarra, que é o facto de os seus seguidores se considerarem «o povo eleito por Deus». Como se tivesse algum sentido haver um único Deus para toda a humanidade e esse Deus escolher precisamente «aquele» povo. De acordo com esta lógica, Deus terá dado aquele território aos Israelitas, de maneira que, mais de três mil anos depois e dois mil após terem de lá saído, decidiram reivindicá-lo.

O Judaísmo nunca conseguiu (nem tentou…) expandir-se, conquistar outras «almas». Fechou-se na sua concha, talvez por não ter grande coisa a oferecer. Os seus seguidores foram forçados à diáspora pelos romanos, diáspora essa que resistiu durante séculos e em 1948 deu finalmente origem a um estado independente, Israel. O mundo ocidental permitiu-o, não porque reconhecesse a legitimidade dessa suposta «dádiva» divina, mas por má consciência. Na verdade, os judeus foram sempre perseguidos pelos cristãos, com o argumento de que eles foram os responsáveis pela morte de Cristo. Essas perseguições culminaram com o Holocausto nazi, em que seis milhões de judeus foram assassinados. As primeiras grandes migrações para a Palestina começaram no século XIX, tendo continuado durante todo o século XX. No final da II Guerra Mundial, os judeus da Palestina tornaram-se particularmente agressivos relativamente aos ingleses, que administravam a região. Na tentativa de resolver o problema, os países ocidentais acabaram por possibilitar a criação de um estado judaico, convencidos (ingenuamente?) de que o convívio com os povos árabes daquela região seria possível. Tem-se visto…

Com o apoio dos EUA, onde, apesar de constituírem apenas três por cento da população (mesmo assim, mais do que em Israel), exercem imenso poder e influência (quem os critica é imediatamente rotulado de anti-semita), os judeus têm feito dos constantes conflitos com os árabes a principal razão (e suporte) da sua existência. À boa maneira das «Guerras Santas» cristãs da Idade Média, o nome de Deus é por eles invocado para «legitimar» a violência brutal que exercem sobre os seus vizinhos árabes, os quais sempre viveram e nunca saíram daqueles territórios.

 

O Islamismo, a mais recente das «três irmãs», foi criada pelo profeta Maomé há cerca de 1400 anos e rapidamente se expandiu por todo o mundo árabe, e não só, sendo nos nossos dias uma religião com quase tantos seguidores como o Cristianismo. A maioria dos países muçulmanos rege-se ainda hoje pelo livro sagrado do Islamismo, o Corão, na sua versão mais fundamentalista e radical, com práticas violentíssimas sobre as mulheres, a quem tratam pior do que ao gado (porque o gado vale dinheiro e as mulheres gastam-no...), bem como sobre os ladrões, a quem têm o hábito de cortar uma mão (ai se a moda pegasse por cá...). 

Apesar de existirem quase tantos muçulmanos nos EUA como judeus, não têm de forma nenhuma a mesma importância e são mesmo olhados com desconfiança. Na perspectiva destorcida e primária de muitos americanos, cada muçulmano é um potencial terrorista. O mesmo se passa na Europa, onde também existem muitos milhões de muçulmanos. É claro que se põem a jeito, com as caricatas histórias que regularmente nos chegam da insistência na utilização das burkas, véus e vestidos muito largos pelas mulheres, da proibição das mesmas mulheres conduzirem automóveis, do barulho irritante que fazem os altifalantes com as suas ladainhas ou, ainda, dos conselhos que os imãs gostam de dar aos seus fiéis para que batam nas suas esposas quando elas «se portam mal».

O principal problema, no entanto (especialmente no Médio Oriente), não parece ser o Islamismo, mas sim o petróleo, o conflito israelo-árabe e os regimes autoritários (alguns dos quais apoiados pelos países ocidentais). A miséria em que a maioria das pessoas vive nestes países, associada à falta de esperança em melhorias conseguidas através da actuação política, são terreno fértil para os extremismos religiosos. Paradoxalmente (ou talvez não, os extremos tocam-se...) existe um «nacionalismo religioso» parecido na direita cristã nos EUA e judaica em Israel.

 

Finalmente, a religião com mais seguidores em todo o Mundo e também a dominante nos países ocidentais. A prática do Cristianismo, seja sob a forma católica, anglicana, protestante, ortodoxa ou outra qualquer, não tem nada que ver com a religião apregoada por Cristo. Por uma razão muito simples: Cristo apregoou a tolerância, a paz, a caridade e, principalmente, o AMOR AO PRÓXIMO! Quem é que ama, ou alguma vez amou, o próximo como a si mesmo neste Mundo? Quem é que dá a outra face quando é agredido? Sem falar na sentença de Jesus de que «é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus». Ou seja, a fabulosa riqueza acumulada por alguns convive na «paz dos anjos» com a dramática miséria de muitos... 

 

Conclusão: as religiões não são mais do que instrumentos nas mãos de gente ambiciosa, que através delas consegue manipular e dominar muitos milhões de crentes bem intencionados. Para mal dos nossos pecados, não passam de um (excelente) meio de que muitos líderes mundiais se servem para atingirem os seus fins, que são essencialmente RIQUEZA e PODER.

publicado por Mário Pereira às 01:28
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 7 de Março de 2012

A propósito da exportação do pastel de nata e da cavaca...

Através do blogue "Crónicas de um Matemático Exilado no Mundo"

 
(http://exiladonomundo.blogspot.com/2012/02/o-pastel-de-belem-e-cavaca.html)
chegou-me ao conhecimento que a multinacional americana KFC, além das asas de frango fritas, também vende na China (só?) pastéis de nata ou de Belém, como se pode comprovar na foto do mesmo blogue, que reproduzo com a devida vénia.
Como parece que os chineses não são muito dados aos produtos lácteos, nem aos ovos frescos, sugere o autor que para lá comecemos a exportar um doce menos perecível, como a cavaca. Já agora, quando exportarem a cavaca, levem também o... pois. Ninguém o queria, não é? Pois, outra vez.
A triste realidade é esta: se nós, por obra e graça do Espírito Santo, começássemos a exportar os nossos fantásticos doces por esse Mundo, e admitindo que eles tinham sucesso, em pouco tempo apareceriam as grandes cadeias internacionais de distribuição a "apropriar-se" das receitas e a vender esses produtos com muito mais sucesso do que nós próprios. O mesmo se aplica aos nossos enchidos ou queijos, em relação aos quais já o viajado Eça de Queiroz garantia (e com razão, digo eu) que se batiam com os melhores queijos franceses ou suíços. 
Para produzir em larga escala, não temos dimensão. Restar-nos-ia, então, fazer uma boa divulgação destes e de tantos outros produtos de excelência que temos no nosso País e vendê-los como produtos "gourmet", a preços elevados. Esta sim, poderia ser uma boa opção, desde que não houvesse logo uns portugueses (e/ou estrangeiros, nomeadamente chineses, pois claro) a falsificar esses produtos e com isso a desqualificá-los irremediavelmente.
Isto faz-me lembrar uma pequena mercearia que visitei em Paris há mais de vinte anos, propriedade de um emigrante português, que vendia desde o bacalhau ao vinho tinto, passando pelas hortaliças, enchidos e azeite, até alguns doces. Tudo português, fresco e de boa qualidade. Para isso vinha cá ele todas as semanas, às vezes mais que uma vez, abastecer-se. Na altura, o homem tinha sucesso com o seu pequeno negócio, porque a melhor publicidade que existe, que é a "boca-a-boca" (salvo seja), funcionava eficazmente entre a vasta comunidade portuguesa radicada na cidade luz. Mais: os próprios franceses que, por acaso ou através de amigos lusitanos, iam tomando conhecimento da pequena e atravancada loja, também contribuíam significativamente para que o negócio corresse de vento em popa. 
E é assim o negócio, quando tem sucesso: ou continua pequeno, com ênfase na excelência dos produtos, ou se amplia, compensando-se a inevitável perda de qualidade com um substancial aumento da... quantidade. 
Há clientes para tudo. 
Assim houvesse em Portugal gente com capacidade para divulgar os fantásticos produtos que por cá se fazem.
publicado por Mário Pereira às 15:59
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 6 de Março de 2012

Rússia, Ieltsin, Putin, Abramovitch, comunismo, czarismo, democracia, estabilidade, petróleo, mafia...

“Observadores consideram que Putin foi beneficiado”

http://aeiou.visao.pt/observadores-consideram-que-putin-foi-beneficiado=f650480

Este é o título da Visão.

“Afastado cenário de fraude eleitoral na Rússia”

http://aeiou.expresso.pt/afastado-cenario-de-fraude-eleitoral-na-russia=f709242

E este o do Expresso.

Pelos vistos, não há unanimidade relativamente ao assunto...

O Putin era o delfim do Ieltsin. Seguiu e continua a seguir a sua política. O Ieltsin deu a independência a estados que nunca tinham sido independentes e que não tinham reivindicado essa independência. A maioria desses estados vive hoje sob ditaduras ou "democracias musculadas". A própria Rússia tem sido acusada disso em diversas ocasiões.

Uma coisa é certa: após a queda do comunismo, as riquezas russas, que antes eram propriedade do Partido Comunista e usadas essencialmente no armamento desmesurado, mudaram de mãos. Foram "privatizadas", eufemismo para significar que foram roubadas pela oligarquia entretanto instituída. Muitos desses oligarcas eram jovens de 20 ou 30 anos.

Um deles, o Abramovich, que no início da sua "carreira" conseguiu a proeza de desviar um comboio com dezenas de carruagens cheias de combustível destinado ao exército, comprou o Chelsea e já lá enterrou, segundo notícias recentes a propósito do despedimento do Vilas Boas, mais de 1.300 milhões de euros. A sua fortuna actual está avaliada em mais de 7.000 milhões de euros e, segundo os entendidos, aumenta de dia para dia por si só, sem que ele tenha que fazer nada por isso. Aliás, não deve fazer muito, porque está sempre "batido" nos jogos do seu (na verdadeira acepção da palavra) clube e as equipas inglesas jogam no mínimo duas vezes por semana.

Os russos, tal como no tempo do comunismo e antes, no tempo dos czares, continuam a viver na miséria e as suas enormes riquezas continuam a ser desbaratadas por meia dúzia de bandidos.

Apesar disso, o povo continua a votar no Putin, com ou sem fraudes, porque aprecia a “estabilidade”. Confesso que esta palavra, aplicada à política com o sentido de dar a maioria absoluta a alguém, de preferência repetidamente, sempre me fez confusão, na medida em que a estabilidade, na minha modesta opinião, não deveria ser um valor em si, mas sim um meio para conseguir alcançar coisas boas para todos.

Ora, será isso que está a acontecer na Rússia?

publicado por Mário Pereira às 09:32
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Desemprego: de preocupação em preocupação... até ao descalabro final

Em Janeiro igualámos a Irlanda. Em Fevereiro, como se há-de ver, ultrapassamos a Irlanda e os 15%. Entretanto, Pasoss Coelho "acompanha a situação com atenção e preocupação", ou seja, um zero absoluto.

Relativamente ao desemprego jovem, ele já tinha pensado nisso (acompanhava com atenção e preocupação...), mas foi preciso a Comissão Europeia fazer alguma coisa para que cá se começasse a falar no assunto.

De qualquer forma, do que precisamos não é de diminuir o desemprego jovem, mas sim o desemprego. Aliás, é muito mais preocupante o desemprego entre as pessoas mais velhas do que entre os jovens. Ou não será?

Se o que aí vem forem subsídios às empresas para estágios com jovens, como é previsível, isso só contribuirá para aumentar ainda mais o desemprego entre os "não jovens", porque as empresas inevitavelmente substituirão os segundos pelos primeiros.

Do que precisamos é de políticas que permitam que se criem empresas e que estas empreguem mais pessoas.

Como? É simples: importamos quase tudo, então temos que começar, mais do que a exportar, a produzir o que importamos, para diminuirmos as importações. A começar pelo mais básico, os alimentos.

Certo, Cavaco? Foste tu quem começou a dar cabo disto, lembras-te? Trocaste o nosso tecido produtivo pelos fundos comunitários e disseste-nos que íamos passar a ser um País de serviços, não foi? Pois aqui tens o resultado...

Nasceste com o dito virado para a lua, essa é que é essa. O governo do bloco central, chefiado pelo Mário Soares, pôs as contas em ordem. Depois tu chegaste, acabaste com a coligação, ganhaste as eleições (como o PS as ganhará se daqui por um ano esta coligação cair) e governaste 10 anos em tempo de vacas gordas, recebendo os muitos milhões da Europa em troca da destruição do nosso tecido produtivo.

O povo, coitado, deslumbrado com o dinheiro fácil, convencido de que tinha entrado no clube dos ricos, deixou-te dar cabo disto tudo e alguns ainda hoje estão convencidos de que foste um grande primeiro-ministro. 

A agricultura quase acabou, mas isso até era bom, porque a terra não era fértil. Nas pescas, subsidiaste o abate de barcos. Tudo bem, nos países desenvolvidos as pessoas trabalham no sector terciário, não no primário. Portugal ia ser um País de serviços, não era? Na escola, os professores receberam ordens para passarem toda a gente, nada de chumbos, e Portugal passou a ser, da noite para o dia, um País de gente culta e letrada.

Depois, os governos do PS continuaram pelo mesmo caminho. O dinheiro da Europa continuava a entrar, havia que "deixar obra". Ainda hoje, quando se avalia o trabalho de um político, diz-se que ele tem "obra feita" (leia-se obra de betão).

Os bancos, em vez de financiarem a economia, as empresas, por forma a que estas se modernizassem, preferiram financiar as grandes obras públicas e as parcerias público-privadas, ao mesmo tempo que impingiram créditos até à náusea às famílias, contribuindo para o seu sobreendividamento e para o grande aumento das importações, já que a grande maioria dos bens de consumo vinha (e vem) de fora. A construção civil cresceu também desmesuradamente, a ponto de termos hoje em Portugal uma casa para cada duas pessoas, milhares e milhares delas desabitadas. Carros, ainda mais. Telemóveis, quase dois por pessoa. Só um cego é que não via que era uma questão de tempo até chegarmos a isto. 

O que vale é que o primeiro-ministro acompanha o aumento brutal do desemprego com atenção e preocupação. Estamos à beira do abismo, mas Passos Coelho está decidido a dar um passo em frente...

 

http://aeiou.visao.pt/passos-coelho-valor-do-desemprego-e-muito-elevado-e-preocupante=f649980?commentsort=R#ord

publicado por Mário Pereira às 20:13
link do post | comentar | favorito

.pesquisar

 

.Maio 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.posts recentes

. A culpa é dos pilotos. E ...

. Há poucos médicos. Porque...

. Vão trabalhar, malandros!

. Apetecia-me atirar o Maga...

. Nasci refugiado

. A triste natureza humana

. Estamos entregues às mafi...

. Aprender ou não a lição, ...

. Cristiano, Bento e Jardim...

. (Des)humanidades...

.arquivos

. Maio 2015

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds